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sábado, 24 de setembro de 2011

Cancún parte 3: Passeio a Chichen Itza

Comprei um tour por uma agência local para Chichen Itza, um sítio arqueológico, onde era o centro da civilização maia. Fica a umas 3 horas de Cancún, mas fizemos algumas paradas no caminho. Primeiro paramos em um cenote, que é uma espécie de piscina natural dentro de uma caverna, chamado Cenote Suytun. Eu sei que existem cenotes bem mais bonitos na região de Cancún, mas mesmo assim esse era interessante também.







Logo em seguida paramos em um restaurante para almoçar onde houve uma apresentação de dança onde os dançarinos equilibravam bandejas na cabeça, achei engraçado.


Depois chegamos em Chichen Itza, considerada uma das novas maravilhas do mundo. Lá a gente aprende coisas impressionantes sobre a civilização maia, sobre como eles eram gênios da astronomia. o templo de Kukulcán é como se fosse um calendário, inclusive ele tem 365 degraus ao todo, somando as 4 escadarias e mais o patamar superior. De um dos lados da escadaria do templo existe a cauda de uma serpente e no lado oposto a cabeça da serpente. A serpente na verdade é o deus Kukulcán e nos equinócios se formam sombras triangulares na escadaria que vão surgindo ao longo do dia no sentido cauda-cabeça como se a cobra estivesse subindo a escadaria e depois descendo. Você fica pensando como eles calculavam isso a centenas de anos atrás. Também tem a questão da acústica, quando você bate palmas em frente as escadarias, o eco faz o som que é semelhante ao canto de um pássaro local chamado Quetzal, chamado assim por causa do deus Quetzalcoatl. Lá também tem o local onde eles faziam os sacrifícios e o campo onde eles jogavam o jogo de bola deles, onde eles tinham que fazer uma bola de borracha passar pelo centro de um arco batendo nela com o quadril. Enfim, achei o local imperdível por tudo que se aprende da cultura maia.





domingo, 18 de setembro de 2011

Cancún parte 2: Tulum e Xel-Há

Começo agora a falar um pouco sobre os passeios que existem próximos a Cancún. Tulum e Xel-Há são mais ou menos próximos e pode-se chegar lá facilmente com ônibus da rodoviária de Cancún, apesar de eu achar que deva ser bem mais confortável contratar um tour. A rodoviária e os ônibus são bem simples e têm até galinhas andando neles.
Tulum é um sítio arqueológico onde se situava uma antiga cidade maia. Além do local ser interessante pelos templos e ruínas, a vista é linda, pois fica na beira daquele mar incrível do Caribe. Além disso, dá também para aproveitar a praia e existem locais onde se pode mergulhar. Essa parte não pude aproveitar muito, pois fui com um tempo muito limitado.




Xel-Há é um parque/aquário natural. Na verdade é diferente de qualquer parque que tenha por aqui. Os ingressos são salgados, entre 70 e 80 dólares (!!!), mas calma! O pão-duro aqui já avisa que são 70 dólares muito bem gastos. É um local para passar o dia inteiro, de manhã até o fim da tarde e se sentir como um rei. Isso porque esse ingresso é com tudo incluso (bem, quase tudo, depois falo o porquê). Você pode comer e beber TUDO que quiser, a hora que quiser. Tem vários bares e restaurantes onde você entra, se serve, come e sai. Também pode pegar drinks a vontade. E a comida é super variada, desde frutas, saladas, até refeições mais completas e sobremesas. Além disso, o lugar é lindo e extremamente bem cuidado, você pode mergulhar, andar de bicicleta, fazer trilha, tem uma bela área a explorar. Entretanto, também existem atividades não inclusas que devem ser pagas separadamente, como os serviços de spa e o encontro com os golfinhos ou com os manatis e é tudo bastante caro. Desses serviços extras, eu nadei com os golfinhos porque sempre quis fazer isso. Deixei meu rim lá pela atividade e para compras as fotos, mas não me arrependo nem um pouco.

O grande aquário natural de Xel-Há

 Eu e o golfinho

 Os manatis

 Trilha de bicicleta

sábado, 10 de setembro de 2011

Cancún parte 1: Playa del Carmen e Cancún propriamente dita

Hoje começo a relatar minha viagem para Cancún. Começando pela parte ruim: o México parece ter muito problema com tráfico de drogas pela via aérea porque nunca tinha sido tão revistado em toda minha vida, tanto para entrar como pra sair do país. Na saída cheguei a ser revistado três vezes em locais diferentes do aeroporto. Quanto à chegada, ficamos quase uma hora esperando as malas no aeroporto que ficavam sendo farejadas e pisoteadas por cães policiais. Nessa brincadeira, as malas chegaram todas sujas e molhadas. Além disso, quando cheguei no hotel descobri que meu perfume (nada barato) que não tinha sido nem aberto tinha sumido e com certeza foram os policiais que roubaram. Isso foi realmente bem revoltante, mas como não tinha o que fazer mais, tive que esquecer e tentar aproveitar ao máximo a viagem inteira com meu cheiro natural.
Bom, a cidade de Cancún tem o centro, onde fica a rodoviária, que não é um local nada bonito, e a zona hoteleira na beira da praia, onde ficam todos os hotéis de luxo. Os hotéis lá não são caros pelo que eles oferecem. Muitos tem o sistema all inclusive, possuem vários restaurantes dentro e você come tudo o que quiser a hora que quiser e, tudo isso, pelo preço que no Brasil você pagaria um hotel sem todas essas mordomias. É possível andar pela cidade toda de ônibus apesar de os motoristas só pararem para você quando estão de bom humor.
Começando pela cidade durante o dia. O que se espera quando se vai a Cancún? Praias! Aí você chega lá e descobre que as praias foram tomadas pelos hotéis e sobrou só uma faixa pequena. Mesmo assim, é o suficiente pra ver como o local é paradisíaco. Fui na Playa Delfines, que fica depois da "barreira de hotéis". O mar de lá é realmente impressionante, nunca havia visto um mar tão azul como aquele!

Playa Delfines

Cancún a noite é um espetáculo a parte. Achei as festas totalmente diferentes do que costumamos ver. Na real, eles ofereciam um combo. Com aquele ingresso você ia em três locais diferentes com um cara o tempo todo a tua volta que ficava trazendo as bebidas que você quisesse, tudo liberado. Como cheguei atrasado, o primeiro dos três locais já perdi. O segundo era o Señor Frog's. Lá turistas bêbadas pagavam mico em concursos de rebolado no palco. Além disso, meninas (normalmente as mesmas malucas que aceitavam participar do concurso) também eram penduradas de cabeça para baixo e giradas loucamente!!! Nunca tinha visto nada parecido!

 Turistas malucas no Señor Frog's
O terceiro local era a maior danceteria de Cancún, a Coco Bongo. Além do local ser enorme, não era uma simples danceteria, também tinham várias shows de covers dublando músicas e performances de acrobacia. Durante essas performances, pessoas vestidas de Spiderman, Batman, Máscara, entre outros desciam do teto, voavam por tudo, lutavam, alguns até com a participação de pessoas da "platéia". E não eram poucos shows, foram certamente mais de dez ao longo da noite. Não esquecendo dos garçons que nunca deixavam os copos das pessoas vazios. Enfim, a noite de Cancún eleva a diversão a outro nível!



 Algumas performances da Coco Bongo (show de acrobatas, Spiderman e cover do Kiss)

Outro local fora de Cancún, mas que muitos turistas estrangeiros ficam é Playa del Carmen. Eu passei muito rapidamente por lá, mas é um local sem todos aqueles hotéis gigantes, mas cheio de barzinhos, restaurantes e, é claro, a praia.










Playa del Carmen

As principais atrações mesmo ficam fora de Cancún, mas é fácil chegar nelas tanto com os tours oferecidos na cidade, como também pegando ônibus na rodoviária. Os tours são obviamente o método mais caro, mas você vai confortável e com toda a explicação sobre os locais. O ônibus na rodoviária é só para quem, como eu, não se importa em economizar  pegando um ônibus desconfortável e com todo tipo esquisito de gente... Fiz isso uma vez só. Mas enfim, esse é assunto para as próximos postagens.

sábado, 3 de setembro de 2011

Cidade do México parte 3: Passeio a Teotihuacán

Primeiramente devo dizer que eu tinha um certo preconceito contra esses tours que um ônibus pega você no hotel e um guia turístico fica te mostrando o que você tem que ver. Mas nos últimos tempos, já tenho os visto de uma forma bem diferente, muitas vezes você aprende coisas neles que nunca aprenderia se fosse nos mesmos locais sozinho. O tour para Teotihuacán que fiz na Cidade do México foi um bom exemplo. Na verdade, esse dia foi o mais interessante, pois pude aprender várias curiosidades sobre a cidade.
O objetivo principal do tour era conhecer o sítio arqueológico de Teotihuacán, onde era a maior cidade do período pré-colombiano na América. Porém, antes de chegarmos lá, fizemos algumas paradas. A primeira foi em Tlatelolco, que era uma antiga cidade asteca. Os espanhóis quando dominaram a cidade, destruíram os templos astecas e, para humilhá-los ainda mais, construíram uma igreja católica com as pedras dos templos, a Igreja de Santiago. MALDITOS ESPANHÓIS, MUITA MALDADE NÉ! Nesse local, também ocorreu o Massacre de Tlatelolco: em 1968, estavam ocorrendo muitas revoltas estudantis na cidade e os estudantes aproveitaram que estava tendo olimpíadas para chamar a atenção do resto do mundo para as suas revoltas. Então o presidente ordenou que o exército fosse ao local onde eles se encontravam para acabar com a revolta, resultando na morte de mais de 200 estudantes! MEDO DESSE PRESIDENTE!


 O templo destruído de Tlatelolco

A Igreja de Santiago construída com as pedras do templo.

A próxima parada foi a basílica de Guadalupe, uma santa à qual os mexicanos são muito devotos. Nesse local, descobri que a cidade do México está afundando. A cidade foi construída ao redor da antiga capital asteca. Essa capital ficava numa ilha, que hoje é o Zócalo, praça que comentei no post anterior. Essa ilha ficava no meio dum lago que foi todo aterrado. O grande problema é que esse aterro não está suportando o peso das construções da cidade e está afundando, a cidade está ficando toda desnivelada e várias construções estão rachando. Esse é o caso da basílica de Guadalupe, ela é toda torta e rachada, dentro dela tem vários suportes para mantê-la de pé, mas ela afunda cada vez mais e, portanto, não aguentará para sempre. 


 Basílica de Guadalupe

Por isso, ao lado dela foi construída a Nova Basílica de Guadalupe, que foi projetada por um arquiteto chamado Pedro Ramírez Vázquez, que é tipo um "Niemeyer mexicano". A nova basílica é toda moderna e tem até uma esteira rolante, onde você passa em frente à imagem da santa.



 Nova Basílica de Guadalupe

Depois, chegando no subúrbio, passamos por favelas enormes muito parecidas com as do Rio de Janeiro, só mudando a cor dos tijolos. O guia ainda falou que o pessoal não termina o reboco das casas pra não pagar imposto, igualzinho a aqui.


Também passamos por uma lojinha que vende peças de obsidiana, uma pedra preciosa local de cor negra. É um souvenir bastante interessante para quem tem dinheiro para comprá-lo, o que não era meu caso. Chegamos finalmente ao objetivo principal, a cidade de Teotihuacán. Lá se aprende muita coisa sobre a cultura dos habitantes da cidade na época pré-colombiana, nada que eu possa ficar escrevendo em detalhes aqui. O fato é que eles eram gênios da engenharia e da astronomia, seus conhecimentos eram muito avançados para a época. Existem três templos em forma de pirâmides no local: o Templo de Quetzalcoatl, o principal deus asteca, o Templo da Lua e o Templo do Sol. É possível subir neles e ter uma vista de todo o local. É um pouco cansativo, mas vale cada gota de suor gasta.

 Em frente ao Templo da Lua

 Em cima do Templo da Lua

 Templo de Quetzalcoatl

 Em frente ao Templo do Sol

Em cima do Templo do Sol

Bom, finalizando os posts sobre a Cidade do México, vou dar minha impressão geral: a cidade em sim não tem nada de tão especial que não se veja em outro lugar, é tipo uma São Paulo com algumas modificações. Já a parte histórica e as ruínas astecas são realmente muito interessantes, com certeza você sai de lá com aquela sensação de que agora você conhece o mundo muito mais do que você o conhecia antes.