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sábado, 3 de setembro de 2011

Cidade do México parte 3: Passeio a Teotihuacán

Primeiramente devo dizer que eu tinha um certo preconceito contra esses tours que um ônibus pega você no hotel e um guia turístico fica te mostrando o que você tem que ver. Mas nos últimos tempos, já tenho os visto de uma forma bem diferente, muitas vezes você aprende coisas neles que nunca aprenderia se fosse nos mesmos locais sozinho. O tour para Teotihuacán que fiz na Cidade do México foi um bom exemplo. Na verdade, esse dia foi o mais interessante, pois pude aprender várias curiosidades sobre a cidade.
O objetivo principal do tour era conhecer o sítio arqueológico de Teotihuacán, onde era a maior cidade do período pré-colombiano na América. Porém, antes de chegarmos lá, fizemos algumas paradas. A primeira foi em Tlatelolco, que era uma antiga cidade asteca. Os espanhóis quando dominaram a cidade, destruíram os templos astecas e, para humilhá-los ainda mais, construíram uma igreja católica com as pedras dos templos, a Igreja de Santiago. MALDITOS ESPANHÓIS, MUITA MALDADE NÉ! Nesse local, também ocorreu o Massacre de Tlatelolco: em 1968, estavam ocorrendo muitas revoltas estudantis na cidade e os estudantes aproveitaram que estava tendo olimpíadas para chamar a atenção do resto do mundo para as suas revoltas. Então o presidente ordenou que o exército fosse ao local onde eles se encontravam para acabar com a revolta, resultando na morte de mais de 200 estudantes! MEDO DESSE PRESIDENTE!


 O templo destruído de Tlatelolco

A Igreja de Santiago construída com as pedras do templo.

A próxima parada foi a basílica de Guadalupe, uma santa à qual os mexicanos são muito devotos. Nesse local, descobri que a cidade do México está afundando. A cidade foi construída ao redor da antiga capital asteca. Essa capital ficava numa ilha, que hoje é o Zócalo, praça que comentei no post anterior. Essa ilha ficava no meio dum lago que foi todo aterrado. O grande problema é que esse aterro não está suportando o peso das construções da cidade e está afundando, a cidade está ficando toda desnivelada e várias construções estão rachando. Esse é o caso da basílica de Guadalupe, ela é toda torta e rachada, dentro dela tem vários suportes para mantê-la de pé, mas ela afunda cada vez mais e, portanto, não aguentará para sempre. 


 Basílica de Guadalupe

Por isso, ao lado dela foi construída a Nova Basílica de Guadalupe, que foi projetada por um arquiteto chamado Pedro Ramírez Vázquez, que é tipo um "Niemeyer mexicano". A nova basílica é toda moderna e tem até uma esteira rolante, onde você passa em frente à imagem da santa.



 Nova Basílica de Guadalupe

Depois, chegando no subúrbio, passamos por favelas enormes muito parecidas com as do Rio de Janeiro, só mudando a cor dos tijolos. O guia ainda falou que o pessoal não termina o reboco das casas pra não pagar imposto, igualzinho a aqui.


Também passamos por uma lojinha que vende peças de obsidiana, uma pedra preciosa local de cor negra. É um souvenir bastante interessante para quem tem dinheiro para comprá-lo, o que não era meu caso. Chegamos finalmente ao objetivo principal, a cidade de Teotihuacán. Lá se aprende muita coisa sobre a cultura dos habitantes da cidade na época pré-colombiana, nada que eu possa ficar escrevendo em detalhes aqui. O fato é que eles eram gênios da engenharia e da astronomia, seus conhecimentos eram muito avançados para a época. Existem três templos em forma de pirâmides no local: o Templo de Quetzalcoatl, o principal deus asteca, o Templo da Lua e o Templo do Sol. É possível subir neles e ter uma vista de todo o local. É um pouco cansativo, mas vale cada gota de suor gasta.

 Em frente ao Templo da Lua

 Em cima do Templo da Lua

 Templo de Quetzalcoatl

 Em frente ao Templo do Sol

Em cima do Templo do Sol

Bom, finalizando os posts sobre a Cidade do México, vou dar minha impressão geral: a cidade em sim não tem nada de tão especial que não se veja em outro lugar, é tipo uma São Paulo com algumas modificações. Já a parte histórica e as ruínas astecas são realmente muito interessantes, com certeza você sai de lá com aquela sensação de que agora você conhece o mundo muito mais do que você o conhecia antes.

Um comentário:

  1. Adorei o comentário sobre a obsidiana! Huahahahaha
    Esse pessoal mexicano é muito mau!! Tadinhos dos estudantes!

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